Cansei do seu jogo baixo. Dessas suas falhas notáveis, desse seu cheiro de nostalgia. Cansei das suas mentiras, das suas promessas fáceis, da sua mania de me deixar pra baixo. Cansei de ter que chorar pra pedir clemência, de me sentir pequeno do seu lado. Cansei de ser sempre o “ruim”, o “chato”, o “pirracento”. Cansei de ganhar o pior cargo. Cansei das faltas, das noites mal dormidas, do telefone que nunca toca. Cansei de pedir pra ser "eu", pra ser respeitado, pra ser compreendido. Cansei de nunca fazer nada de mal. Cansei de ficar dias e dias na internet pra suprir falta de varias coisas. Cansei de esperar tudo e receber nada. Cansei da sua petulância, da sua irônia, das suas más respostas. Cansei de correr atrás, de pegar na mão, de estender os braços pra ser abraçado.
Cansei de tentar me livrar de você e não conseguir.

Sinto-me oco por dentro, sem emoções, sensações ou até mesmo sentimentos. Faz um certo tempo que me encontro em uma bifurcação, onde ambos os lados são uma incógnita. Não tenho ao menos uma alma viva ao meu lado para me guiar, me acompanhar ou apenas usufruir do meu silencio. O tempo demora a passar e com a solidão que me acompanha tudo torna-se mais complicado. Nem ao menos quando fecho os olhos consigo te ver, será que até da minha mente você se foi? Aonde que você esta? Aonde que eu estou?
Sinceramente? Tenho medo do que as pessoas e as coisas estão se tornando. Na minha infância, só um olhar de desaprovação dos meus pais já era o suficiente pra me fazer parar de fazer o que quer de errado que eu estivesse fazendo. Música tinha letra, não era qualquer um que fazia sucesso. Zorra Total era engraçado. Usar o cérebro era mais importante do que ter o abdômen definido. Era divertido ir a uma livraria comprar um livro e não baixar da internet e ficar sem sentir aquele cheirinho de folha nova.Namoro duravam mais do que dois meses. Prova de amor era escrever uma cartinha com dez páginas ao invés de sexo. Novelas eram boas. Ursinhos carinhos, Bananas de Pijama, Coragem o cão covarde, Pernalonga e Cãozinhos do canil é que eram desenhos de verdade, ao invés do Ben alguma coisa. A Lagoa azul passava com uma frequência incrível na Rede Globo e hoje raramente passa e quer saber? Sinto falta. Kinder Ovo era mais barato. Meninas brincavam de Barbie ao invés de brincarem de médico por aí. Internet não existia, e acreditando ou não, o tédio era menor. As pessoas sorriam mais. Vivia-se num ritmo mais lento, mais gostoso. Famílias almoçavam juntas no domingo. O nome de Deus não era usado tão em vão. Existiam discotecas e não raves, onde o barato era tomar uma cerveja e depois comprar uma bala pra esconder o cheiro ao invés de drogas. Filho pensava duas vezes antes de responder um pai, hoje em dia, o pai pensa duas vezes antes de repreender um filho. Caldeirão do Huck era da hora. Era preciso muito mais do que ter estilo e ser diferente pra fazer sucesso, era preciso talento. Celular? Só depois dos 13 anos. Quem tinha videogame em casa era considerado rico. Pedofilia não estava tão na moda. Havia vida fora da tela de um computador. Tremores de terra no Brasil era praticamente lenda. Anorexia e bulimia não tinha “apelidos” carinhosos e nem tão pouco era hábitos. Livros não eram apenas histórias de vampiros. Coisa boa era domingo de tarde, churrasquinho em casa, família reunida e Coca-cola na mesa e não ir à caça na balada. Chegar na faculdade virgem não era desespero, desespero era outra coisa. A Seleção Brasileira mostrava futebol de raça. […] Na boa? Sinto falta pra caramba disso tudo, e você? Também sente falta?

— Onde você vai?
— Vou sair um pouco.
— Vai de carro?
— Sim.
— Tem gasolina?
— Sim. coloquei.
— Vai demorar?
— Não. Coisa de uma hora.
— Vai a algum lugar específico?
— Não. Só rodar por aí.
— Não prefere ir a pé?
— Não. Vou de carro.
— Traz um sorvete pra mim!
— Trago. Que sabor?
— Manga.
— Ok. Na volta eu passo e compro.
— Na volta?
— Sim. Senão derrete.
— Passa lá, compra e deixa aqui...
— Não. Melhor não! Na volta. É rápido!
— Ahhhhh!
— Quando eu voltar eu tomo com você!
— Mas você não gosta de manga!
— Eu compro outro. De outro sabor.
— Aí fica caro. Traz de cupuaçu!
— Eu não gosto também.
— Traz de chocolate. Nós dois gostamos.
— Ok! Beijo. Volto logo...
— Ei!
— O quê?
— Chocolate não. Flocos.
— Não gosto de flocos!
— Então traz de manga prá mim e o que quiser prá você.
— Foi o que sugeri desde o começo!
— Você está sendo irônico?
— Não tô! Vou indo.
— Vem aqui me dar um beijo de despedida!
— Querida! Eu volto logo. depois.
— Depois não. Quero agora!
— Tá bom! (Beijo)
— Vai com o seu ou com o meu carro?
— Com o meu.
— Vai com o meu. Tem cd player. O seu não!
— Não vou ouvir música. Vou espairecer.
— Tá precisando?
— Não sei. Vou ver quando sair!
— Demora não!
— É rápido. (Abre a porta de casa)
— Ei!
— Que foi agora?
— Nossa! Que grosso! Vai embora!
— Calma. estou tentando sair e não consigo!
— Porque quer ir sozinho? Vai encontrar alguém?
— O que quer dizer?
— Nada. Nada não!
— Vem cá. Acha que estou te traindo?
— Não. Claro que não. Mas sabe como é?
— Como é o quê?
— Homens!
— Generalizando ou falando de mim?
— Generalizando.
— Então não é meu caso. Sabe que eu não faria isso!
— Tá bom. Então vai.
— Vou.
— Ei!
— Que foi, cacete?
— Leva o celular, estúpido!
— Prá quê? Prá você ficar me ligando?
— Não. Caso aconteça algo, estará com celular.
— Não. Pode deixar.
— Olha. Desculpa pela desconfiança, estou com saudade, só isso!
— Ok, meu amor. Desculpe-me se fui grosso. Tá... eu te amo!
— Eu também! Posso futricar no seu celular?
— Prá quê?
— Sei lá! Joguinho!
— Você quer meu celular prá jogar?
— É.
— Tem certeza?
— Sim.
— Liga o computador. Lá tem um monte de joguinhos!
— Não sei mexer naquela lata velha!
— Lata velha? Comprei pra a gente mês passado!
— Tá... Ok. Então leva o celular senão eu vou futricar.
— Pode mexer então. Não tem nada lá mesmo.
— É?
— É.
— Então onde está?
— O quê?
— O que deveria estar no celular mas não está.
— Como?
— Nada! Esquece!
— Tá nervosa?
— Não. Tô não.
— Então vou!
— Ei!
— O que ééééééé, caralho?
— Não quero mais sorvete não!
— Ah é?
— É!
— Então eu também não vou sair mais não!
— Ah é?
— É.
— Oba! Vai ficar comigo?
— Não vou não. Cansei. Vou dormir!
— Prefere dormir do que ficar comigo?
— Não. Vou dormir, só isso!
— Está nervoso?
— Claro, porra!
— Por que você não vai dar uma volta para espairecer?

1.: Você não é a janelinha do meu MSN, mas chamou a minha atenção!
2.: Gata, se Deus fizesse um mostruário do trabalho dele, você estaria na capa!
3.: Você sabe quanto pesa um urso polar? Não? O suficiente para quebrar o gelo! Prazer, meu nome é "Seu Nome".
4.: Minha mãe disse que não existe mulher perfeita. Tem como você ir lá em casa pra eu provar que ela está errada?
5.: Preciso voltar a estudar mitologia grega... porque essa Deusa Grega eu não conhecia ainda!
6.: Minha mãe sempre quis ter uma nora igual você, que tal você realizar o sonho dela?
7.: Tem algum castelo por aqui? Não? É que tem uma princesa passando...
8.: Fica comigo que eu encho a sua bola, te dou casa, comida e Coca-Cola.
9.: E aí, quer me ajudar a mudar o meus status do orkut pra namorando?
10.: Não sou plano de saúde, mas garanto carência zero!

um belo dia, o marido morre.
Ela vai a um centro espírita para falar com o marido.
O marido aparece
"querido, é você?"
"sim, querida, sou eu, o seu marido"
"como vai?"
"vou muito bem"
"está feliz?"
"sim, muito."
"mais do que quando estava comigo?"
"sim, bem mais"
"então me diga, como é o céu?"
"...? e quem lhe disse que estou no céu???"